Ele me segurava com todas as suas mãos , como quem tenta reter água nas mãos em concha, sabendo que teria que absorver de mim o máximo que pudesse antes que eu me esvaísse entre seus dedos. O seu olhar era um misto de prazer de quem mata uma sede antiga, e desespero de quem tem medo de morrer afogado.
Seus lábios tremiam levemente, enquanto apertava os olhos e voltava a abri-los, com a convicção que eu me dissiparia entre uma piscada e outra.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
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1 comentários:
Acho que você é realmente bom elogio.
Morris
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